quarta-feira, 31 de março de 2010

Jornalismo mantém a sociedade viva!

Vimemos em tempos de desconfiança na sociedade, de uma forma geral. Não se confia nos políticos, os policiais podem ser tão perigosos quanto os bandidos e a cada dia descobre-se um novo inimigo íntimo, filhos e pais andaram matando uns aos outros. Mas será que ainda vale a pena viver, mesmo neste caos?

Deixemos a resposta à esta pergunta para depois, por hora lembremos que em meio a essa confusão, há jornalismo, que é a última ferramenta que resta para manter o discernimento entre o certo e o errado, ou pelo menos tentar lembrar a sociedade do que é aceitável para uma civilização desenvolvida.

É verdade que esta instituição suprema, se assim podemos dizer, ou talvez chamar apenas de quarto poder, tem sofrido vários golpes de outras forças para que se enfraqueça, como a queda do diploma, a censura do governo ou até mesmo o interesse dos “patrocinadores”, que restringem consideravelmente o campo de ação de bravos guerreiros, simplesmente denominados como jornalistas, ou sonhadores. Ah! Por falar em sonhos, muitas vezes eles caem por terra na própria faculdade, onde alguns professores, que provavelmente já desistiram da luta, jogam um balde de água gelada nos pobres principiantes, desestimulando os a tentar, pois acham que é uma causa perdida e infelizmente alguns soldados nem chegam a ir a campo.

Mas censura, dinheiro, desistentes e fracos a parte, muitos persistem com a ideia de que podem fazer algo para manter a sociedade “viva”, em alerta, e quem sabe até mesmo resgatar alguns valores básicos que andam meio esquecidos, como a ética profissional e pessoa, por exemplo. Estes não se entregam ao ouvir que não são pagos para pensar e vão adiante com a esperança de fazer um jornalismo justo e igualitário dando destaque para todas as classes e comunidades.

Se ainda vale a pena viver, não há dúvida de que ainda vale a pena ser jornalista, afinal a sociedade precisa de alguém para trazer informação de qualidade e interesse público. E se há interesses contrários de diversos poderes,cabe ao jornalista ter jogo de cintura para publicar o que determina sua linha editoria, sem perder a ética e sempre encaixar informação realmente relevantes à sociedade.

2 comentários:

Thyago Furtado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thyago Furtado disse...

Desculpa. São poucos os veículos que trabalham desta forma destemida. É triste, mas, muitos deles, trabalham em prol da audiência. E não digo de uma maneira clichê. Sim, ele trabalha em prol da sociedade, contudo, defendendo os interesses de ambos os lados.